Teólogo Roberto Repole será o novo bispo de Turim: Papa Francisco escolhe um forasteiro

Foto: reprodução

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21 Fevereiro 2022

 

O Papa Francisco escolheu o Pe. Roberto Repole como novo arcebispo de Turim, na Itália, no lugar de Dom Cesare Nosiglia. Mais uma vez, Bergoglio pesca um forasteiro, o nome de um teólogo de Turim que não havia sido incluído nas prévias da imprensa. O anúncio oficial chegará nesse sábado, ao meio-dia.

 

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por La Repubblica, 18-02-2022. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Repole, professor universitário, é diretor da Faculdade Teológica de Turim e presidente dos teólogos italianos. É, portanto, um nome com alto perfil teológico. Estudioso de Teologia Sistemática, doutorou-se na Gregoriana com uma tese intitulada “Igreja, plenitude do homem. Para além da pós-modernidade: G. Marcel e H. de Lubac”.

Entre as suas publicações, destacam-se: “Il pensiero umile. In ascolto della Rivelazione” [O pensamento humilde. À escuta da Revelação] (Ed. Città Nuova); “Seme del Regno. Introduzione alla Chiesa e al suo mistero” [Semente do Reino. Introdução à Igreja e ao seu mistério] (Ed. Esperienze); “L’umiltà della Chiesa” [A humildade da Igreja] (Ed. Qiqajon); “Come stelle in terra. La Chiesa nell'epoca della secolarizzazione” [Como estrelas na terra. A Igreja na época da secularização] (Ed. Cittadella); “Dono” [Dom] (Ed. Rosenberg & Sellier); “La vita cristiana” [A vida cristã] (Ed. San Paolo); “Chiesa” [Igreja] (Ed. Cittadella).

Repole é próximo da reforma eclesial que o papa está realizando. Em vários escritos, expressou o seu desejo de maior sinodalidade, tema recorrente no magistério de Francisco. Para ele, a reforma eclesial concebida pelo papa requer como condição uma adequada teologia do presbitério.

“Ainda na Igreja antiga – escreveu ele recentemente – coexistiam diversos modelos de ministério que parecem acompanhar bem uma perspectiva de melhor sinodalidade, que permita pensar o bispo como princípio de unidade com e no seu presbitério, em vez de fora dele; no primeiro caso, é possível ler mais o bispo a partir do presbitério, e menos o presbitério a partir do bispo.”

Na revista do clero italiano, ele também escreveu sobre a “Igreja em saída”, postulada por Francisco, uma Igreja “missionária, que tem como prioridade o anúncio aos distantes”. Nesse sentido, a ação ministerial deve adotar uma “radical mudança de perspectiva”. De fato, para o presbítero, torna-se vital se perguntar “como sustentar uma comunidade que se pensa e vive estruturalmente extrovertida, dentro de um mundo descristianizado, onde a única possibilidade que se dá para a evangelização é que o Evangelho seja transmitido de pessoa a pessoa e seja acolhido na livre adesão da consciência”.

Isso envolve “uma conversão na percepção do papel dos padres, pois a comunidade cristã existe e vive também lá onde eles não podem existir fisicamente, lá onde, em primeiro lugar, está em jogo o desafio do anúncio evangélico”.

 

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